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Pastoral Urbana: A Presença da Igreja na Cidade
 
Martes 26 de Febrero de 2013
A presença da Igreja na cidade é um assunto antigo e sempre novo. Como alimentar a vida de fé na cidade? Como Evangelizar no mundo urbano?

Eis algumas questões que, certamente, vão exigir espaço, tempo, estudo, compreensão e compromisso ao definir a ação da Igreja no contexto da cultura urbana. De uma coisa temos certeza: “a fé cristã alimenta a comunidade e se alimenta da comunidade. Nesse sentido, a cidade é terra de Missão, uma tarefa nada fácil para as Igrejas. Favorecer a emergência de comunidades verdadeiramente cristãs, entranhadas no mundo das cidades é a nossa missão.

Alguns aspectos a considerar nessa exigente tarefa:


1. Pastoral Urbana é a melhor expressão para definir a Evangelização no mundo urbano? Já não há um consenso, um acordo sobre essa questão. Pastoral, pastor, pastoreio, rebanho... Na cidade? Quase sempre a cultura da cidade é ruptura com as raízes e com a mentalidade do interior, o mundo rural. Nesse sentido, a ação evangelizadora da Igreja na cidade precisa ir muito além dos termos pastoral urbana quando se trata de criar estratégias para inculturar o Evangelho na realidade das cidades. Nesse sentido, não menos importante, já de início, é buscar uma linguagem adequada para propor o Evangelho como boa notícia, como cuidado das pessoas, da vida humana e do planeta.

2. Outro aspecto a considerar, em relação ao mundo urbano, é a situação da Igreja como tal. Herdeira de uma longa tradição rural, na idade média, no contexto do feudalismo, a Igreja, de modo geral, teve algumas dificuldades para assimilar a cultura moderna, entre outros, caracterizada pela emergência das cidades. Nesse particular, em se tratando de sua estrutura, compreensão de mundo e organização evangelizadora a Igreja mantém um ritmo plural de elementos rural-urbano em sua ação pastoral. Tendo em vista que a dinâmica da cidade “é novidade, diversidade, mobilidade, movimento”, é cada vez mais urgente migrar rumo a uma decidida evangelização no mundo urbano.

3. Os dados estatísticos garantem que grande maioria da população vive em cidades de pequeno e médio porte. Em tal realidade, viceja uns ambientes em constante movimentação, inúmeros atrativos e outros tantos desafios. A diversidade de pessoas, variedade de Igrejas, opções múltiplas de convivências e relações, entre outros, mostra um cenário sempre em transformação e repleto de contradições sociais (econômicas, políticas, culturais) que exigem uma presença da Igreja como presença misericordiosa de Deus.

4. Desde a perspectiva social, a presença da Igreja na cidade precisa estar muito atenta aos alcances, limites e possibilidades das políticas públicas e o cuidado com vida do cidadão: moradia, saúde, educação, emprego, transporte, acesso a terra, meio ambiente, etc. Em outros tempos, durante muito tempo, grande parte dessas tarefas foi preocupação e serviço das Igrejas: escolas, asilos, hospitais, orfanatos, cemitérios, obras sociais, etc. A caridade da Igreja fez-se força suplementar da ordem pública, por vezes insuficiente, outras vezes, ideologicamente imprevidente. Hoje em dia, mediante as pastorais sociais, a inserção da Igreja Católica na sociedade tem procurado responsabilizar, em justa medida, os órgãos públicos pelas políticas do bem comum. Ainda em termos de constatação, temos que, mais recentemente, a infinidade de organizações não-governamentais (ONGs), em compreendendo a quase indigência de alguns setores da população, arregimentou um exército de voluntários em busca de remediar os prejuízos da vida ameaçada. Precisamos reconhecer os grandes gestos de solidariedade e altruísmo que vem sendo nutrido nesses campos de iniciativas diversas. Contudo, salvaguardada as proporções, e as devidas exceções, Igrejas, ONGs e outras organizações, tornam-se cúmplices de uma pretensa política em favor do bem comum, ao seu modo, fragmentária, informal e despolitizada. No mais das vezes, confundem-se benevolência com direitos, direitos públicos do cidadão. Participar da implementação de políticas publicas adequadas e suficiente é uma maneira de evangelizar na cidade.

5. Considerando essa realidade em perspectiva pastoral, uma maneira necessária de animar e fortalecer a evangelização na cidade consiste em assumir pequenas e grandes práticas concretas e desenvolver processos que tenham continuidade. No ambiente da cidade, onde quase tudo é importante, é preciso saber priorizar e potencializar os objetivos, as metas e as ações de evangelização. Uma vez mais devemos lembrar-nos de trabalho em equipe, mas também e, sobretudo, de uma equipe de trabalho que seja capaz de trabalhar conjuntamente, saiba romper as distâncias, busque vencer as “fronteiras” imaginárias, e certifique-se de que há projetos comuns. A diversidade de paróquias não pode dispersar-se em uma ação fragmentária. Ao chegar a qualquer uma de nossas comunidades paroquiais, as pessoas precisam encontrar uma mesma Igreja. Não se trata de uniformidade, mas de unidade em torno à missão de evangelizar. Para tanto, é preciso ter linguagem e critérios comuns para a catequese, para a liturgia, para o dízimo, etc. Trata-se de uma identidade que favoreça a vivência de uma espiritualidade de comunhão e participação, o entendimento das orientações eclesiais e, o aprofundamento das verdades de Fé (catequese permanente).

Pe. Vitor Hugo Mendes

Vice-Rector ITEPAL

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