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28 de Enero, 2015
Pronunciamiento de la CNBB en el Día Nacional del Combate al Trabajo Esclavo

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"El trabajo es dimensión constitutiva del ser humano y no oportunidad para la violación de su dignidad".

La Conferencia Nacional de los Obispos de Brasil (CNBB), a través de la Comisión Episcopal Pastoral para el Servicio de la Caridad, de la Justicia y de la Paz, divulgó el 28 de enero un comunicado con ocasión del Día Nacional del Combate al Trabajo Esclavo.

La nota, firmada por monseñor Guilherme Werlang, obispo de Ipameri y presidente de la Comisión Episcopal para el Servicio de la Caridad, de la Justicia y de la Paz, recuerda que “la explotación del ser humano, a través del trabajo esclavo, es un grave irrespeto a la persona humana, especialmente al derecho de trabajar en condiciones dignas, recibiendo un salario justo”. Además, “el trabajo es dimensión constitutiva del ser humano y no oportunidad para la violación de su dignidad”.

En este sentido, también expresó que “la sociedad tiene la tarea de conducirse por una economía que aprecie la dignidad humana por encima de todo”, lo cual implica eliminar prácticas de trabajo esclavo en cualquier franja etaria y en diferentes campos laborales: agropecuario, construcción civil, industria textil, servicios hoteleros, servicios domésticos, etc. “Los migrantes e inmigrantes están más expuestos a esa explotación, debido a su situación de vulnerabilidad y necesidad de trabajar para proveer su propio sustento y el de su familia”, aclara el comunicado.

De igual forma, monseñor Guilherme afirmó que la Iglesia insiste en el “compromiso del Estado brasilero de continuar adoptando medidas firmes que inhiban la práctica del trabajo esclavo”. 

La fecha conmemorativa del Día Nacional del Combate al Trabajo Esclavo se instituyó desde 2004 en Brasil, en homenaje a cuatro auditores del Ministerio del Trabajo y del Empleo que fueron asesinados cuando investigaban la sospecha del uso de mano de obra esclava en haciendas de fríjol en Unaí, en el Estado de Mato Grosso. 

A continuación, se reproduce el texto original del pronunciamiento de la CNBB.

Nota por ocasião do Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo

A Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, neste Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, dirige uma palavra a todos que se empenham em eliminar este crime.

Em 2014, a Campanha da Fraternidade teve como tema “Fraternidade e Tráfico Humano”, com o objetivo de identificar as práticas de tráfico humano e denunciá-las como violação da dignidade e da liberdade humana, mobilizando cristãos e a sociedade brasileira para erradicar esse mal, com vistas ao resgate da vida dos filhos e filhas de Deus.

A exploração do ser humano, através do trabalho escravo, é um grave desrespeito à pessoa humana, especialmente ao direito de trabalhar em condições dignas, recebendo um salário justo. O trabalho é dimensão constitutiva do ser humano e não oportunidade para a violação da sua dignidade.

A sociedade tem a tarefa de conduzir-se por uma economia que preze a dignidade humana, acima de tudo. Isto implica, entre outras coisas, eliminar a prática do trabalho escravo em qualquer faixa etária, nas diferentes relações de trabalho, seja na agropecuária, na construção civil, na indústria têxtil, nas carvoarias, nos serviços hoteleiros e em serviços domésticos. Os migrantes e imigrantes estão mais expostos à essa exploração, devido à sua situação de vulnerabilidade e necessidade trabalhar para prover o próprio sustento e o da família.

Urge reafirmar, de forma inequívoca, o inalienável valor da vida e da dignidade humana que transcende qualquer finalidade econômica. Preocupa-nos a tramitação, no Congresso Nacional, das tratativas visando revisar a definição legal do trabalho escravo, sob pretexto de regulamentar a Emenda Constitucional 81/2014 (confisco da propriedade flagrada com trabalho escravo), bem como os ataques recentes contra a Lista Suja, um instrumento valioso no combate ao trabalho escravo. Não se pode, em hipótese alguma, retroceder na política nacional de combate ao trabalho escravo, iniciada a 20 anos.

Insistimos no compromisso do Estado brasileiro de continuar adotando medidas firmes que inibam a prática do trabalho escravo. Neste aniversário da trágica chacina de Unaí-MG, que ceifou a vida de quatro funcionários do Ministério do Trabalho, reitera-se o apelo a que se esmere na proteção e defesa dos que lutam pelo fim do trabalho escravo. A garantia da reinserção, na sociedade, das pessoas libertadas, também requer atenção e adoção de políticas facilitadoras deste processo. 

Lembramos a todos as palavras do Papa Francisco, por ocasião do Dia Mundial da Paz: “Lanço um veemente apelo a todos os homens e mulheres de boa vontade e a quantos, mesmo nos mais altos níveis das instituições, são testemunhas, de perto ou de longe, do flagelo da escravidão contemporânea, para que não se tornem cúmplices deste mal, não afastem o olhar à vista dos sofrimentos de seus irmãos e irmãs em humanidade, privados de liberdade e dignidade, mas tenham a coragem de tocar a carne sofredora de Cristo, o Qual Se torna visível através dos rostos inumeráveis daqueles a quem Ele mesmo chama os «meus irmãos mais pequeninos» (Mt 25, 40.45)”.

Que Jesus Cristo que habitou o coração de Santa Bakhita, a escrava que testemunhou a esperança, nos anime a proclamar que a vida e a dignidade de todas as pessoas passa pelo trabalho digno e sua justa valorização. 

Brasília, 28 de janeiro de 2015

Dom Guilherme Werlang
Bispo de Ipameri - GO
Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o serviço da Caridade, da Justiça e da Paz

 

ÓSCAR ELIZALDE PRADA
FUENTE: CNBB




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