Video: LATIDOAMÉRICA
Conferencias Episcopales
   
Medios Asociados
   
 
Noticias
23 de Marzo, 2016
CNBB: “El agua debe asegurarse de forma universal y gratuita”

Imprimir
Imprimir

Mensaje del episcopado brasilero con motivo del Día Mundial del Agua

La celebración del Día Mundial del Agua, el 22 de marzo, fue el motivo del pronunciamiento dado a conocer por la Comisión Episcopal Pastoral para el Servicio de la Caridad, de la Justicia y de la Paz de la Conferencia Nacional de Obispos de Brasil (CNBB), divulgado en el sitio web de la CNBB. 

En comunión con “todos los que trabajan por la preservación de este bien natural, fuente de vida en todas sus expresiones”, el episcopado brasilero, a través de monseñor Guilherme Werlang, obispo de Ipameri y referente de la Comisión Episcopal de Justicia y Paz, recordó que “Brasil es un país privilegiado en recursos hídricos”, y sin embargo “convive con el drama de la falta de agua en innumerables regiones”.

Entre los factores que han provocado el desequilibrio en el ciclo de generación y de calidad de agua, la CNBB denunció la deforestación de diveresas regiones, incluyendo la Amazonía, para la expansión del agronegocio, así como el aumento del uso de agrotóxicos y la destinación del preciado líquido para la producción del lucro, que se suma a “la ausencia de acciones de saneamiento básico en las ciudades y comunidades rurales”.

Un ejemplo de ello ha sido la tragedia ocurrida en Mariana, en noviembre del año pasado, generada por la empresa minera Samarco, la cual se constituye en “una alerta sobre los riesgos de las actividades que exploran el suelo sin tener en cuenta la preservación del medio ambiente ni el respeto a la vida”.

Del mismo modo los obispos advierten sobre la urgencia de atender estos problemas y tomar medidas para detener situaciones similares “que comprometen el curso del agua y su calidad, afectando especialmente a los más pobres”. En este sentido, también reclaman que “el agua es un derecho humano, por eso, debe asegurarse de forma universal y gratuita a todas las poblaciones”.

La CNBB también se refirió a la Campaña de la Fraternidad Ecuménica de este año, una oportunidad para “tomar conciencia de esta realidad al recordar que el cuidado de la Casa Común es responsabilidad de todos”. “Por tanto, agregan los obispos, es nuestro deber luchar por políticas públicas que garanticen el derecho de todos al saneamiento básico que implica el acceso al agua potable con caldiad y con un eficaz tratamiento del alcantarillado a fin de preservar los ríos y los arroyos”.

Lea a continuación el mensaje íntegro de la CNBB con motivo del Día Mundial del Agua 2016 (en portugués).

DIA MUNDIAL DA ÁGUA 

“Quero ver o direito brotar como fonte e correr a justiça qual riacho que não seca” (Am 5,24) 

Nas comemorações do Dia Mundial da Água, a Comissão Episcopal para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), une-se a todos que trabalham pela preservação deste bem natural, fonte da vida em todas as suas expressões. A água é um direito humano, por isso, deve ser assegurada de forma universal e gratuita a todas as populações. 

Com 12% da água potável do mundo, o Brasil é um país privilegiado em recursos hídricos. Ainda assim, convive com o drama da falta de água em inúmeras regiões. O desmatamento da Mata Atlântica, do Cerrado e da Amazônia para a expansão do agronegócio; o aumento do uso de agrotóxicos; o uso de fontes, córregos, rios, poços artesianos para irrigação com vistas à produção e ao lucro; a ausência de ações de saneamento básico nas cidades e comunidades rurais são alguns fatores do desequilíbrio no ciclo da geração e da qualidade da água.

A tragédia ocorrida em Mariana, em novembro do ano passado, com o rompimento da barragem de rejeitos da mineradora Samarco, ceifando vidas e contaminando toda a Bacia do Rio Doce, é um alerta para os riscos de atividades que exploram o solo sem levar em conta a preservação do meio ambiente e o respeito à vida.  

É urgente estancar esses problemas que comprometem os cursos d´água e sua qualidade, atingindo especialmente os mais pobres. Agrava essa situação a ameaça de privatização da água como nos alerta o papa Francisco. “Enquanto a qualidade da água disponível piora constantemente, em alguns lugares cresce a tendência para se privatizar este recurso escasso, tornando-se uma mercadoria sujeita às leis do mercado. Na realidade, o acesso à água potável e segura é um direito humano essencial, fundamental e universal, porque determina a sobrevivência das pessoas e, portanto, é condição para o exercício dos outros direitos humanos. Este mundo tem uma grave dívida social para com os pobres que não têm acesso à água potável, porque isto é negar-lhes o direito à vida, radicado na sua dignidade inalienável” (Laudato Si, 30).

A Campanha da Fraternidade Ecumênica deste ano ajuda-nos a tomar consciência desta realidade ao recordar-nos que o cuidado com a Casa Comum é responsabilidade de todos.  Para tanto, é nosso dever lutar por políticas públicas que garantam o direito de todos ao saneamento básico que implica o acesso a água potável com qualidade e um eficaz tratamento do esgoto a fim de que se preservem os rios e córregos.

É igualmente importante que o estado brasileiro desenvolva programas de educação que ajudem na formação de uma nova consciência social, politica e ecológica comprometida com a preservação do Planeta Terra, nossa Casa Comum.

Maria, Mãe e Rainha da Criação, nos ajude a contemplar e proteger cuidadosamente este mundo que o Pai nos confiou!

 

Dom Guilherme Werlang, MSF
Bispo de Ipameri/GO

Presidente da Comissão Episcopal Pastoral para o Serviço da Caridade, da Justiça e da Paz

 

Autor: Óscar Elizalde Prada
Fuente: cnbb.org.br
Foto: pinterest.com

   




Documento sin título