MANAUS – 28 A 31 DE AGOSTO DE 2006.
Teve início hoje, em Manaus e se estenderá até o dia 31 de agosto, o Encontro sobre Ecumenismo na Amazônia Continental, promovido pelo Conselho Episcopal Latino Americano - CELAM. Cerca de 50 participantes entre, bispos de diversas dioceses amazônicas do Brasil, Venezuela, Peru, Colômbia, Guatemala, Ecuador e Bolívia, sacerdotes encarregados do Ecumenismo, o delegado do Pontifício Conselho para a Unidade dos Cristãos (Vaticano) e estudantes de Teologia do Instituto de Teologia, Pastoral e Ensino Superior da Amazônia – ITEPES, discutem o tema sobre os novos movimentos religiosos como preparação para a V Conferência Geral do Episcopado Latino Americano e do Caribe a realizar-se em Aparecida – SP em maio de 2007. Os participantes estão sendo assessorados pela Profª. Dra. Anaíza Vergolino da Universidade Federal do Pará e pelo Prof. Dr. Ricardo.
PALABRAS DE DOM ONERES
EXMOS. SRS. BISPOS
EXMO. MONS. JUAN USMA – do Pontifício Conselho para a Unidade
Dos Cristãos
REVMOS. SACEDOTES
IRMÃOS E IRMÃS!
Depois de longa preparação, com a graça de Deus, estamos iniciando este nosso Encontro de Bispos da Amazônia Continental, tendo como tema NOVOS MOVIMENTOS RELIGIOSOS. Quero dar as boas vindas a todos e todas, dizendo que é com muita alegria que iniciamos nossos trabalhos.
Este Encontro é uma realização da CNBB e do CELAM. Estamos recebendo o apoio financeiro de algumas entidades, as quais, com seu apoio permite que possamos nos reunir, vindos de tantas regiões distantes e diferentes. Deixo aqui os nossos agradecimentos.
A idéia deste Encontro nasceu de um desafio: a presença cada vez mais forte de Seitas diversas, ou como dizemos no Brasil, de Novos Movimentos Religiosos, os quais se alastram velozmente. Naturalmente, nossa intenção não é de combater, de polemizar, de criar atitudes de guerra religiosa. Nossa intenção é conhecermos melhor esta realidade. Nossa intenção é conhecermos melhor as práticas, os métodos. Queremos, também, buscar respostas para tal avanço. Queremos refletir sobre nossa ação pastoral nesta imensa região amazônica, buscando pistas de ação para uma evangelização mais eficiente. O fato de o nosso convite ter sido aceito pelos senhores mostra que estamos todos conscientes do desafio. Interpreto assim o fato de estarmos aqui.
Teremos como Assessores
Vivemos num mundo pluralista. Também o mundo religioso se apresenta pluralista. Tal pluralismo produz um grande desafio: a divisão entre os cristãos, divisão que se agravou por diversos motivos ao longo da história; o fundamentalismo proselitista de grupos cristãos sectários que dificultam o são caminho do ecumenismo. O Documento de Puebla (nº 1108 diz: “Outro fato negativo com respeito a este (proselitismo) é a existência de tendências alienantes em alguns movimentos religiosos, que apartam o homem de seu compromisso para com o próximo. Poderíamos ir citando vários aspectos destas tendências alienantes. Certamente nossos Assessores falarão sobre isto. Resumo dizendo que a confusão está presente seja no conhecimento das verdades de fé, seja na prática religiosa de cada dia. Esta confusão se faz presente tanto na sociedade como nas famílias.
No próximo ano acontecerá a V Conferência do Episcopado da América Latina e do Caribe. No Documento de Participação (nº 91) lemos: “Outro campo prioritário para o discípulo de Jesus é a aproximação e a busca de unidade entre todos os que cremos em Cristo. Precisamos aprender a viver em um continente com múltiplas confissões cristãs, movimentos religiosos e seitas, e com uma descrença que progressivamente aumenta”. No nº 148, lemos: “...a aparição de outras denominações cristãs e a proliferação de inúmeras confissões religiosas e de seitas, deram lugar a um agitado mercado de alternativas religiosas. Um grande número de católicos não sabe reagir diante desse pluralismo religioso, no qual escutam que o catolicismo é uma opção individual entre muitas outras,a todas de igual valor, na oferta mundial de modelos religiosos. De fato, em quase todos os países, a oferta das seitas e dos grupos religiosos se caracteriza, em muitas ocasiões, por um proselitismo agressivo contra a Igreja católica e, com freqüência, por uma certa “teologia da prosperidade”, muito distante da mensagem evangélica” Tenho grande esperança de que a V Conferência trará luzes abundantes que iluminem nosso trabalho neste campo tão conflitivo e tão desafiador.
Espero que possamos levar daqui bons esclarecimentos osbre este tema.